29.12.05

Novo ano, velho desejo


Fim de ano é sempre um momento diferente, especial em todos os cantos do mundo. Passado o Natal, depois da correria dos presentes e da empanturrada ceia, os dias que se seguem até o Reveillon são sempre atípicos. Entrar para o Ano Novo é certamente muito mais do que trocar a folhinha da parede ou a agenda que carregamos a tiracolo. É geralmente nesta última semana que as pessoas se pegam fazendo o balanço do ano que está para acabar: o que deu certo? O que deu errado? Foi um ano bom ou ruim? O que consegui realizar? O que vai ter que ficar para o ano que vem?

Quem, como eu, trabalha com psicoterapia ou orientação profissional sabe bem: todo fechamento de ciclo (seja um curso, uma viagem, algum trabalho realizado etc.) abre no indivíduo as comportas para uma enxurrada de perguntas auto-dirigidas que têm como objetivo ajudar a compreender e significar a vivência recém-concluída.

Para organizarmos nossas vidas em ciclos, precisamos achar o final para cada coisa. Sem um final, as coisas ficam abertas, sem sentido. Tomo como exemplo “As mil e uma noites”, uma das mais fantásticas obras da literatura universal. A história conta que o sultão Shahryar, após uma grande decepção amorosa, passa a se casar com uma mulher diferente por dia, matando-a no dia seguinte. Assim o faz até o dia que se casa com Scherazade, que o seduz toda noite com suas histórias inconclusas. As histórias que Scherazade contava não tinham fim até o dia seguinte, o que deixava o sultão desesperado e o forçava a adiar constantemente sua execução. Afinal, sem um final próprio, que história se mantém? Com o ano é a mesma coisa.

Precisamos da idéia de fim para aceitarmos os recomeços. O fim do ano é algo tocante para nós não só pelo ano novo que começa, mas pelo ano que finda. Os anos são pretexto para marcar nossa existência ao longo do tempo. Essa é a única forma que temos para entender nossa história: olhando para trás e analisando as pegadas deixadas ao longo do caminho. Rever nosso passado nos dá mais chance de saber quem nós somos do que a imaginação que usamos para vislumbrar o futuro.

E como um ciclo se fecha, outro se abre. A idéia de reinício e renovação que todo mundo sente no 1º segundo do 1º de janeiro garante a manutenção de sonhos e esperanças de que o próximo ano será melhor. É como se por tudo o que deu errado no ano velho nos fosse dada uma segunda chance. Aí é que mora a graça da fantasia do Reveillon, e também a força e a beleza de nossa perseverança.

O problema das fantasias é que elas se quebram fácil quando em contato com a realidade. E é sempre assim: o ano começa com lindos votos de felicidade, e lá pra fevereiro já está tudo igual de novo. De repente, a paz e a alegria, tão freqüentes nos votos para o ano novo, não vêm. Daí a pergunta: por que todo ano é assim, sempre igual? Para a psicanálise, geralmente as repetições possuem alguma intenção, algum sentido que tenta levar a um novo entendimento. Talvez, no caso, somos nós tentando entender que esperar pelo Ano Novo e desejar um Ano Novo são coisas bem diferentes.

Boa sorte a todos em 2006! Que o Ano seja Novo de verdade.

(29/12/2005)

24.12.05

Em defesa do Papai Noel

Por muito tempo, por mais que gostasse do Natal e das festas de fim de ano, fui inimigo daquela velha e tradicional canção natalina que, segundo uma breve pesquisa no Google me mostra, chama-se “Sapatinho de Natal”. Todo mundo a conhece. Só para lembrar: “Deixei meu sapatinho na janela do quintal / Papai Noel deixou meu presente de Natal / Como é que Papai Noel não se esquece de ninguém? / Seja rico ou seja pobre o velhinho sempre vem”. Nunca me contentei com o que diz essa música.

Puxando da memória, não consigo me lembrar de um dia ter acreditado em Papai Noel, mas certamente, quando era criança, gostava de pensar que ele existia. O problema é que a idéia de que o bom velhinho visita os pobres nunca me soou verossímil, mesmo na infância. Acho, hoje, que essa revolta contra “Sapatinho de Natal” era uma forma de expressar uma certa culpa por ter sempre presentes debaixo da nossa árvore aqui em casa, e uma ceia generosa compartilhada entre amigos da família. Cresci num bairro humilde da cidade. Não era um bairro pobre, mas era precário o bastante para me mostrar, desde cedo, que não era todo mundo que tinha condições de ter um feliz Natal. Enfim, pensar no outro sempre foi próprio do espírito natalino. Mesmo hoje, às vezes me flagro dando provas de gentileza e humanidade no Natal.

Mas de onde será que vem esse surto de generosidade que toma as pessoas nessa época do ano? Repare: as doações às campanhas de caridade e assistência aumentam, as gorjetas ficam mais gordas, os presentes são distribuídos quase que a esmo etc. O ideal natalino (e, portanto, cristão) exige que nós enxerguemos o outro e reconheçamos nele a humanidade que nos torna irmãos. As pessoas parecem se tornar mais suscetíveis à caridade nessa época.

Por isso é tão difícil abrir mão da figura do Papai Noel. Mesmo já adultos, depois de já termos descoberto há anos que ele não existe e que não é ele quem nos traz presentes, essa figura mantém grande impacto em nossas vidas. Note que mesmo sendo absurda a idéia de que um senhor obeso do Pólo Norte percorra o mundo distribuindo presentes num trenó voador, nós a passamos adiante para nossas crianças. Não conheço um só adulto que acredite em Papai Noel, mas também não sei de ninguém que nunca tenha conversado com uma criança como se ele existisse realmente.

A psicanálise nos mostra que estamos para sempre ligados a idéias, conflitos e desejos de nossa mais tenra infância. O Natal é uma experiência pueril, uma verdadeira festa de crianças, porque nos traz de volta a idéia infantil e primitiva de que nunca somos deixados de lado; de que há sempre alguém que nos ama, que não se esquece de nós e que nos quer bem, seja o Papai Noel, o Menino Jesus, nossos pais, nossos amigos etc. Há aí um forte traço daquela humanidade de que falei algumas linhas acima: preocupamo-nos em cuidar dos outros nessa época do ano porque assim podemos crer que também seremos cuidados por alguém da mesma forma.

Papai Noel existe, sim, dentro daquilo que cada um é capaz de fazer pelo outro. Não é um ser de carne e osso, mas um desejo de esperança que vive eternamente à luz da fantasia. Não é disso que o Natal é feito?

Feliz Natal a todos.

(22/12/2005)

16.12.05

Você sabe ser sozinho?

Durante todo o período em que fui aluno no curso de psicologia da USP de Ribeirão Preto, que durou cinco anos, morei sozinho num pequeno apartamento de um bairro próximo ao campus. Lembro-me muito bem de algumas das várias vezes em que, ao contar sobre essa escolha para algumas pessoas, deparei-me com reações de espanto, surpresa e até mesmo dó. Eram comuns comentários do tipo "Mas você não se sente sozinho?", ou "Coitado... eu não suportaria!". Até hoje acho que reações como essas são reveladoras de uma confusão bastante freqüente, que é aquela entre solidão e tristeza. De alguma forma, para muitos, elas vêm juntas num mesmo pacote, como se uma puxasse a outra.

Dificuldades para lidar com a solidão são muito freqüentes nos consultórios de psicologia. Aliás, não é de hoje que essa questão aflige as pessoas. Os filósofos da Grécia Antiga já se punham a pensar sobre a solidão. Hoje, até a genética traz suas especulações. Recentemente soube de uma pesquisa realizada em conjunto por cientistas holandeses e norte-americanos que se propuseram a investigar a possibilidade de haver uma predisposição genética para a solidão.

O ser humano é um ser social, essa máxima todos conhecemos. Afirmar isso implica em aceitar que todas as pessoas organizam suas vidas em mútua dependência, seja ela em que grau for. Por essa ótica, não consigo imaginar alguém que consiga viver total e absolutamente sozinho (mesmo um Amir Klink, na solidão de suas expedições, precisa de patrocinadores e parceiros para seu projeto). O que existe, no entanto, é o sentimento de solidão. E aqui a história começa a se alongar (e complicar).

Na infância, a primeira comunidade que a criança conhece é a família, e por um bom tempo ela basta. Mais tarde, nos adolescentes, é comum verificar uma forte tendência gregária. São os grupos que se formam como verdadeiras tribos. Mas na vida adulta chega a hora de nossa cultura começar a cobrar – muitas vezes com juros altos – a autonomia do indivíduo que ela tanto exalta: troca radical e às vezes brusca.

Mas a solidão por si só não é necessariamente uma inimiga. Quem reclama da solidão pela suposta tristeza que ela acarreta está mirando no alvo errado (a menos, é claro, que se trate de alguma psicopatologia em que isolamento, solidão e tendências anti-sociais estão presentes como fatores perturbadores). É como alguém que afirma que a chuva lhe deixa triste. Ora, garanto que por mais poética que seja a chuva, ela só consegue deixar alguém, no máximo, molhado. O sentimento pode ser evocado pelo acontecimento da chuva, mas ele já estava lá antes do primeiro pingo. Da mesma forma com a solidão: a tristeza de quem é (ou está) sozinho não vem da solidão em si, mas das fantasias e idéias já presentes na pessoa, que encontram no silêncio da solidão o momento para se manifestarem.

A solidão pode ser muito boa. É o momento em que a companhia do sujeito é ele mesmo. Dificuldades para lidar com a solidão podem esconder, lá no fundo, um grande incômodo da pessoa com ela mesma, o que a leva a procurar a companhia de outros, já que a sua própria não lhe agrada. Pena, porque podemos ser ótimos parceiros de nós mesmos.

(16/12/2005)

14.12.05

Saudades de John Lennon

Hoje é dia 8 de dezembro de 2005. Há precisamente 25 anos o mundo perdia John Lennon, um gênio da música, ex-líder dos Beatles e um dos maiores ícones do século XX. A ocasião desperta saudade, e isso tem motivado várias emissoras de TV e a mídia em geral a veicular uma série de documentários, shows e outros materiais a respeito do músico. Apesar de essa movimentação toda estar ligada ao aniversário da morte de Lennon, sua figura não precisa de muito para se manter contemporânea e lembrada. Vez ou outra nos deparamos com alguma de suas músicas num filme, ou com o relançamento de algum de seus discos, ou ainda com a notícia de que alguma de suas “relíquias” (uma roupa usada na capa de um disco, ou o manuscrito de alguma canção clássica, por exemplo) fora arrematada em um leilão por alguns milhões de dólares. John Lennon parece, na verdade, muito vivo. Não à toa sua obra rende mais do que muitos músicos vivos e na ativa jamais conseguirão.

Lennon não morreu. Em parte, é claro, pela relevância e maestria de seu trabalho, seja com os Beatles ou não, influenciando e tocando gerações há décadas. Por outro lado estamos nós, impedindo-o de partir, vivendo um luto que já dura 25 anos. Um luto não pela sua morte, mas pela sua perda.

O luto, do ponto-de-vista psicanalítico, é uma reação à perda de algo que nos é muito querido. Em geral costumamos pensar num luto direcionado a pessoas, mas o próprio Freud tratava de ampliar o conceito, fazendo-o abranger também idéias e abstrações, tais como a liberdade, por exemplo. O luto que aniversaria hoje não é o da morte do indivíduo John Lennon, mas do ideal de paz e amor que o mundo vê nele.

Hoje, no começo do século XXI, podemos olhar para trás e lembrar do sonho hippie dos 60 como um devaneio quase alucinógeno que, de tão fora da realidade, não colou. Eu não estive lá, mas nem precisei, porque qualquer um sabe o fim dessa história: a sociedade continua se organizando em intrincadas esferas de poder e opressão, a paz parece nunca chegar, e o amor ficou mais complicado. Onde foi parar a revolução do “paz e amor”, da superação das classes, do libera-geral mostrados naquelas fotos famosas de John e Yoko na cama de seu apartamento, cercados de jornalistas? Embora modernos e orgulhosos da correria das nossas vidas apressadas, é certamente pesaroso admitir que esse ideal idílico possa ter ficado para trás. Talvez por isso, com uma certa vergonha, tentamos preservar o mito John Lennon tão forte, embalsamado em algum lugar de nossas vidas, para um dia – quem sabe? –conseguirmos dar alguma chance ao que postulava suas canções.

Posso estar errado, mas acredito que Lennon tenha sido o último utopista de um século de utopias. O que é uma pena, já que precisamos ter algumas utopias como combustíveis para a vida, motivações para preencher e realizar sonhos, mesmo que algumas vezes inalcançáveis.

Lennon está morto, o mito está vivo. E seu sonho? Eu não sei, mas “imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz”. Que tal?

(08/12/2005)

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8.12.05

Cadê a paixão que estava aqui?

Nesta semana, um grupo de neurocientistas da Universidade de Pavia, na Itália, publicou os resultados de uma pesquisa sobre a paixão. Eles compararam os níveis de neurotrofina (proteína ligada à sensação de euforia, supostamente liberada quando uma pessoa está apaixonada) contida no sangue de pessoas que haviam começado recentemente algum relacionamento com o índice dessa substância em pessoas que já estavam num relacionamento de longo prazo, ou então solteiras. Eles verificaram que os níveis dessa proteína caem depois de um ano, a contar do início do relacionamento. Dito de outra forma: por melhor que seja uma paixão, ela tem hora para acabar.

Há tempos as neurociências têm buscado estudar os nossos sentimentos, ampliando a busca antiga e incansável do homem pela compreensão dos mesmos. Nada mais é que uma nova forma de tentar lidar com eles. É importante notar, contudo, que embora modernas, atuais e pretensamente precisas, as pesquisas nessa área nunca chegaram a derrubar os pilares fundamentais da teoria psicanalítica, proposta por Freud há mais de 100 anos. Ao contrário: muitas vezes, até a amparam ou confirmam.

Vejamos. A paixão, ou “amor agudo”, como preferiram chamar os cientistas italianos, é um sentimento banhado por uma forte dose de idealização. Ou seja, quando estamos apaixonados é como se nossa vista ficasse turva: deixamos de ver os defeitos da pessoa amada, ignoramos suas falhas e potencializamos suas qualidades. No fundo é uma forma de se desprender um pouco da realidade, ou então de torná-la magicamente mais bonita.

As primeiras pessoas que idealizamos são nossos pais, já na infância. No começo eles são o máximo, e queremos ser iguais a eles em tudo. Depois, com o tempo, o mito cai. Ao adquirirmos maturidade, vemos que eles também são seres imperfeitos. E é comum a história se repetir por toda a vida, com amigos, professores, ídolos, parceiros, coisas e até com nós mesmos.

O problema é que tudo o que é idealizado demais cedo ou tarde leva a uma dura frustração, já que ninguém é perfeito. E isso é difícil de engolir, ainda mais num mundo que privilegia e deseja um tipo de amor romântico e irreal como é o amor platônico, tão explorado em filmes, novelas e livros.

Shakespeare é um bom exemplo. Alguém consegue imaginar um final para Romeu e Julieta mais romântico que a morte? Se eles vivessem e se casassem, para onde iria a paixão que sentiam e que os fez ícones do amor romântico no mundo todo? Fatalmente acabaria numa discussão para ver quem buscaria as crianças na escola, ou na primeira ida ao mercado. Ou seja, diante do passar do tempo e das realidades do cotidiano, não há idealização (ou paixão) que resista. Seja em um ano ou em vinte.

As paixões não servem para fazer os relacionamento durarem, mas para unir as pessoas. Talvez muitos relacionamentos baseados só na paixão não durem justamente pela busca da eternidade num sentimento que é efêmero. O que sobrevive e tem condições de resistir às provas da vida é o amor. Mas amor que fica, apesar do pior e por causa do melhor.

(01/12/2005)

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5.12.05

Auto-não-ajuda


Há alguns dias, folheando as páginas de uma revista famosa e de grande circulação no país, detive-me na seção de lançamentos de livros, CDs e DVDs. Num primeiro momento, não foi exatamente o conteúdo jornalístico que prendeu minha atenção – tanto que nem me recordo de quais obras o texto tratava. Na verdade, o que logo saltou aos meus olhos foi o ranking dos livros mais vendidos no país. Lá estavam os best-sellers de Dan Brown fazendo companhia aos requisitados livros da série Harry Potter e aos mais recentes lançamentos dos ilustres José Saramago e Gabriel García Márquez. Até aqui, nenhuma surpresa. O que achei curioso, no entanto, foi a forma de classificar o gênero de cada livro: ficção, não-ficção e auto-ajuda.

Não disponho de números oficiais. No entanto não é preciso ir muito longe ou ser muito perspicaz para perceber que os livros de auto-ajuda representam larga fatia das vendas no mercado editorial. Tanto que se tornou necessário criar um ranking só para os livros de auto-ajuda. Nas livrarias é freqüente encontrar um generoso espaço para essas produções. São sinais de que as vendas desse tipo de livro têm crescido a cada ano, e acredito que essa realidade tem algo a nos mostrar.

Um livro produzido para o leitor fazer sua auto-ajuda, seja dentro de temas dos mais variados, indo desde a vida amorosa e profissional até o misticismo, não se torna sucesso de público pelo simples e eventual surgimento de dificuldades e angústias nas pessoas. O que o coloca entre os best-sellers é o jogo fantasioso que se usa para provocar a percepção de que existe um caminho fácil para o sucesso e a felicidade. Quem é que não gostaria de encontrar um guia para a vida feliz, cheio de respostas, tal qual um manual de instruções? Essa oferta pode ser tentadora, ainda mais quando esses livros são postos à venda erradamente nas mesmas prateleiras de teóricos de relevância reconhecida, como Freud, Jung, Rogers etc.

Além da demanda pela solução rápida e pronta dos problemas, outro sinal da modernidade presente nos livros de auto-ajuda é sua faceta narcisista. Ao propor uma atitude auto-centrada e solitária de resolução das dificuldades, coroa-se o individualismo cotidiano na prática humana da ajuda. “Se eu aceito e acredito que consigo me auto-ajudar em qualquer situação, o que o outro pode fazer por mim que eu não consiga sozinho?”. São então formas de recusar ajuda, por mais contraditório que seja.

Parece que o mundo tem encontrado suas maneiras de lidar com as diversas carências cada vez mais comuns nas relações com o outro. Há quem saiba explorar isso, e o resultado é a banalização da atitude positiva de ajuda (um pilar da conduta terapêutica em qualquer tratamento em psicologia clínica), vendida como mercadoria.

Não discuto a validade que tal leitura possa ter para cada um. Acho até que dependendo do uso que se faz, pode vir a calhar. O que é perigoso é acreditar que livros de auto-ajuda são como guias cheios de soluções fáceis. Pouco adianta querer se virar sozinho sob o risco de seguir o dogmatismo conselheiresco de verdades alheias.

Em outras palavras: quer se ajudar de verdade? Aprenda a pedir ajuda.

(publicado originalmente em 24/11/2005)

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